quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Haicai 4

Vento sopra forte
Folhas secas pelo chão
Chega o fim do outono

Haicai 3

Ventos no jardim
Movem roupas no varal
E eu, só, tremendo

Haicai 2

Todos mortos, mortos
Seus rostos pálidos
São sinais de inverno

Haicai 1

Meninos na praia
Ao longe, estrelas sem fim
E o sol na face

Sol da Manhã

Em uma esplêndida manhã
Com pássaros em cantoria
Despertei de um profundo sonho
Com anjos, fadas e magia

O sol clareava o meu quarto
E da lua se despedia
Com um forte abraço e afeto
Aquele calor me aquecia

O Tempo

Um passado que morre
Um novo mundo nasce
A essência: o amor
O resto é a sombra

Segue o teu destino
Nada de prende a nada
Se tens vida, tens tudo
Aproveite o tempo

Sinto, Apenas Sinto

Se finjo o que escrevo?
Não, eu apenas sinto
Escrevo um sentir
Para quê compreender?

As linhas me fogem
O texto se vai
Ficam memórias
Lembranças sem fim

sábado, 30 de julho de 2011

Quantas vezes...



Quantas vezes pouco,



Quantas vezes indiferente,



Quantas vezes tudo ao mesmo tempo,



Mas ao mesmo tempo nada!






Mas o nada, nunca tem sentido algum,



Porque o nada é o sentido,



Mas se nada tem sentido,



Que sentido o sentido tem?









É, não tem sentido...!



domingo, 10 de julho de 2011

Não importa se chove e venta, se os dias não são tão bons, se as àrvores não andam floridas, se o salário não foi o suficiente no fim do mês, se não podemos comprar o presente mais incrível para alguém, se o mundo é desumano na maior parte das vezes, se nem sempre as coisas vão bem na vida...Se o que fizermos for bom, se tocar o coração de uma pessoa ao menos, já valeu o uso do guardachuva, o pensamento de que o dia poderia ser melhor, a espera pelas flores, a motivação pelo que conquistou-se com o pouco que foi ganho, com o coração como o presente mais incrível, a esperança de um mundo melhor...

Sentimentos...

Como é interessante pensar sobre os próprios sentimentos...Quando somos indiferentes, eles vêm com uma carga muito inferior de palavras e de intensidade para que seja possível escrever uma frase que seja...Quando se têm sentimentos incríveis, se tornam tão intensos e significativos, que acabam se tornando inenarráveis...É, e acho que é por isso que há dias não consigo produzir nada! Não por falta de sentimentos que me inspirem, mas porque eles vêm em quantidade tão imensa, que fica difícil poder expressar.



terça-feira, 5 de julho de 2011

Trecho de "Amar não é pecado" - Luan Santana

Eu não sei,
de onde vem,
essa força que me leva a você.
Eu só sei,
que faz bem,
mas confesso que no fundo eu duvidei.
Tive medo,
e em segredo,
guardei o sentimento e
me sufoquei.
Mas agora,
é a hora
vou gritar pra todo mundo de uma vez:
EU TÔ APAIXONADA,
EU TÔ CONTANDO TUDO
E NÃO TÔ NEM LIGANDO
PRO QUE VÃO DIZER
AMAR NÃO É PECADO
E SE EU ESTIVER ERRADO,
QUE SE DANE O MUNDO
EU SÓ QUERO VOCÊ!

É tempo de festas

...O céu está em grande comemoração! Deus convidou todos os seres do reino, e todos os astros...

Ao cair da noite, um dos anjos olhou para uma das estrelas e, essa iluminou seu coração e eternizou a sua alegria.

Pela manhã, unidos em corpo e alma, desfrutaram de vivências quase humanas, pelo toque e pelo contato...Porém, no reino, embora ninguém percebesse sua presença, a estrela escondia seu brilho em um lugar quase inatingível: no coração do anjo!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Silêncio Ensurdecedor

Estava eu debruçada no enferrujado ferro da ponte das inconstantes certezas, com um olhar triste e profundo para as águas, quando senti que estava sendo observada. Era um garoto mais alto do que eu, de pele negra, sorriso discreto, em meio a um olhar perdido. Não o vi de perto. Na verdade, ele estava bem distante de mim, mas aquela figura pareceu me incomodar, ou, como poucas pessoas conseguem, durante toda a vida, desarmava-me com sua presença.
Por um instante pensei, refleti no mais profundo do meu ser, se seria possível que eu, em sentimento de morte, pudesse sentir por ele, algo que fizesse meu coração voltar a bater.
E será que ele vivia a mesma agonia que eu? O que ele estaria pensando de mim? Será que ele pensava o mesmo que eu?
De repente, quando lancei meu olhar para ele, meus olhos pareceram perturbá-lo. O lugar isolado, composto apenas por nós dois, dava uma impressão delicada.
De certa forma, aquilo deixava minha alma com uma tremenda inquietação, mas não demonstrava o que sentia...Se é que sentia...Naquela hora eu já nem fazia ideia do que sentir, pois estava totalmente desestruturada.
Ele parecia temer a minha presença, mas, por alguma razão, me olhava sem nem ao menos disfarçar. Às vezes ficava envergonhada com a situação, e voltava a olhar as águas que passavam por debaixo da ponte. Fazia isso em meio a suspiros, que pareciam fazê-lo admirar-se ainda mais. Assim, foi se aproximando, até que se parou ao meu lado. Dirigi-me a ele com um sorriso singelo, e ele sorriu de volta, demonstrando reciprocidade.
Por um instante entendi um pouco o que estava acontecendo, se é que era para entender alguma coisa. A maneira como ele me olhava, admirado com o balançar dos meus cabelos, transmitia-me paz, e ao mesmo tempo, fazia-me tremer de nervosismo.
Ele então olhou-me e disse, um tanto nervoso: "Olhe para mim, por favor?!"...Não entendi a importância que ele via nisso, mas atendi ao seu pedido, embora estivesse me sentindo perturbada com a situação.
Mesmo próximos, continuávamos inertes, sem trocas de comunicação, pois, mesmo quando ele buscou me tocar, por vergonha e medo, não aceitei que o fizesse. Sentindo o seu ressentimento, pela minha atitude, permaneci quieta.
Não sabia nada sobre ele, quer dizer, nada que não transparecesse pelo seu olhar, o qual muito me fascinou. Para mim, por algum motivo que não tinha conhecimento, o silêncio e o seu olhar, me diziam mais do que mil palavras.
Senti uma angústia sem igual, pois ele representava querer atravessar a ponte, mas não ia...E algo me dizia que era por minha causa...Eu atrapalhava seu destino? Além de confundir-me eu também o confundia? Havia eu o prendido a atenção, tirando o foco de suas decisões? O meu silêncio, em meio às minhas perguntas, era ensurdecedor.
Enquanto pensava naquelas perguntas, ele despediu-se de mim, com um último olhar. Fazendo isso, lentamente foi se distanciando de mim.
Cheia de dúvidas, segui seus passos, ainda mais lentamente. Puxei-o pelo ombro e ele, seguindo o meu olhar, abraçou-me com força...Forte ao ponto de sentirmos, um o som do coração do outro...
Em meio ao silêncio que sempre nos envolveu, ele beijou-me lentamente...De um jeito carinhoso e intenso, como ninguém me beijara antes. Então, naquele "clima" de profundo sentimento, disse-lhe: "Não deixarei que atravesses por esta ponte, sem que me leves consigo, para todo o sempre..."
E assim, atravessamos a ponte das inconstantes certezas...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Se meus olhos pudessem fotografar cada momento, faria-os eternizar dentro de um àlbum de fotos, ou mesmo em um baú!


Seria maravilhoso rever àquelas imagens, mas prefiro não tê-las em casa, pois guardá-las no coração já me parece o suficiente para que eu viva infinitamente cada um deles, como se fosse hoje...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Princípio de Tudo

Era uma vez um Tau (representação do amor humano/celestial)… Certa vez esse incendiou de amores, subiu aos céus e fundiu-se a mais brilhante das estrelas. Depois dessa fusão eternizou-se o mais belo sentimento já visto… Isso graças a um anjo caído que cedeu suas asas para que a estrela pudesse ficar na terra, porém com os pés no ar e o coração nas nuvens…




Título criado pelo autor do blog "Fantástico e Real" - Maurício Amaro

terça-feira, 7 de junho de 2011

Palavras ao vento

Por que será que quando tudo parece estar bem, alguma coisa acontece e faz o passo dado parecer um regresso ao passado? Não queria que fosse assim, lutei, cheguei até aqui...Não posso fraquejar! Mas poxa, por que isso acontece? Eu não queria tornar tudo isso um diário ambulante, só não sei mais pra que ventos esse barco está me levando...Onde será que vou chegar, depois de tantas andanças? Acho que sou quase uma cavaleira errante, se é que existe o termo no feminino, mas também, o que importa existir ou não? Pela primeira vez, não há aqui nada de literatura, passou o tempo de ficção...O que quero, é muito mais real...Só não sei exatamente que armas usar para tal. A literatura nem sempre é um refúgio, às vezes é vazio...Vazio em torno de palavras que nunca se fazem realizar. E tudo por quê? Não sei também, se soubesse não estava aqui despejando palavras ao vento...