Por vezes tendemos a pensar que a vida é uma rotina e que, a vida se faz rotina. Às vezes sou assim, uma rotina! Porém, na realidade, a vida, assim como eu mesma sou, é uma caixinha de surpresas. Sim, eu sou literalmente uma caixinha de surpresas!
Sou tudo aquilo que ficou nas entrelinhas. Não, eu não sou o menos importante do todo, mas o detalhe que faz a diferença. Sim, eu sou a diferença! Não sou magnífica, só não sou igual aos demais...Sou única em aparência e essência...
Das estações do ano, sou o outono e a primavera, estações transitórias. É, sou muito transitória! Assim como sou Edgar Allan Poe, Clarice Lispector, Machado de Assis e Samuel Becket, sou também o Escudeiro.
Sou as luzes alaranjadas da cidade, ao cair da noite. Sou o sol que nasce enquanto todos ainda dormem.
Sou pães, queijos, massas e carnes. Sou chocolate, coca-cola e batata frita.
Sou livros. Revistas. Internet. Cinema. Rádio. Já fui rock, pagode e até sertanejo, mas hoje sou eclética (só não escuto funk).
Sou um arco-íris de cores, mas prefiro o roxo. Sou gremista. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou avião. Sou carro de passeio. Sou a pé.
Sou PJM. Sou estudante. Já fui voluntária. Hoje sou bolsista.
Sou o "tau". Sou o tênis da Adidas. Sou casaco comprido.
Sou "Tristão e Isolda". Sou "Doce Companhia". Sou "Romeu e Julieta". Sou "O Caçador de Pipas". Sou "O Monge e o Executivo". Sou "O Dom Casmurro". Sou contos infantis. Sou "O Diário da Princesa".
Sou crônica. Sou conto. Sou poema. Sou romance.
Sou Língua Portuguesa. Sou Literatura. Sou Redação. Sou o curso de Letras!
Sou a minha família. Sou os companheiros do dia a dia.
Não sou um emaranhado de super amigos, mas os poucos, ou que "posso contar nos dedos", são os que mais alegram meus dias.
Sou abajur. Sou tapetes. Sou sofás. Sou mezanino.
Sou mais cama que mesa, porém tenho dormido pouco. Mais flor que fruta. Mais doce que salgado. Mais música que silêncio. Mais social do que sozinha.
Sou telefone sem fio. Sou "Canta e Dança". Sou professora dos meus ursos. Sou lanche partilhado.
Sou "perguntinhas". Sou "confesso que". Sou "nem sabe". Sou "prometo que"...E todas essas brincadeiras de msn.
Sou estrela. Sou pôr-do-sol. Sou anjo da guarda.
Sou um poço profundo. Sou poça d'água. Sou lagoa, mar, e tudo o que há de intenso, efêmero e infinito.
Não sou muito de esportes. Meu exercício é mental.
Sou cadernos. Sou canetas. Sou polígrafos. Sou marca texto.
Sou a "Tai", "Liline", "Tatah" e quando o assunto é sério: me chamam de Tailine.
Sou contradição. Repetição. Subjetividade em tudo o que é objetivo.
Sou teimosia. Neurose. Seriedade. Mas não sou a Cuca, sou a Bruxonilda! Sim, minha personalidade é um tanto maluca!
Não sou bichinho de estimação. Sou Partor Alemão, Fila, e animais maiores.
Não sou patricinha, nem rebelde sem causa. Procuro ser "normal" dentro da minha diferença.
Às vezes sou novela, mas não novela adolescente...Mas aquelas das nove.
Sou sucinta, mas o que digo é o suficiente para perceber que o que não digo é o que sempre precisei dizer. Afinal, como já disse: Sou a entrelinha. E eu não tinha dito que era repetição? Lá venho novamente para falar de entrelinhas!
É engraçado pensar em "quem sou eu". Essa pergunta já me foi feita inúmeras vezes, mas, como sou o que não foi dito, sempre parece faltar algo. Afinal, eu sou mutável. Uma metamorfose ambulante. E isso me lembra que sou também Raul Seixas.
Sou as mais diversas artes, menos as exatas. Das alunas, não sou a CDF, nem mesmo as relachadas. Procuro me esforçar.
Não sou romântica, mas tenho momentos de profundidade. Sou toque. Sou olhar intenso. Sou o desejo de mudança! Sou sonhadora.
Sou silêncio ensurdecedor. Mas sou também palavras... E quando começo a falar: Jesus!
Sou sentimentos, sensações inquietantes. Sou mutante!
Sou tímida, mas, por vezes, consigo me superar! Sou "uma pilha de nervos", mas contribuo com as pessoas que estão à minha volta. Sou "criança grande". Sou jovem apóstola de jovem. Sou um turbilhão de pensamentos!
Alguns me vêem como "água parada". Outros, como furacão. Mas, na verdade, sou o limiar de toda e qualquer definição.
Sou tantas coisas, que acabo muitas vezes me perdendo no nada. Sou tudo aquilo que citei, e o que ficou por trás das palavras.
Quem sou eu? Bem, meu nome é Tailine Castilhos de Oliveira... Ou "Tai", como prefiro ser chamada...Um infinito efêmero!